
Asma e DPOC depois dos 60: por que o acompanhamento importa
Asma e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) são duas das doenças respiratórias mais frequentes em adultos e idosos. As duas deixam os brônquios, que são os "canos" que levam o ar até os pulmões, mais estreitos. Por isso causam falta de ar, tosse e chiado. Mas elas não são iguais, e saber a diferença ajuda a entender o tratamento.
Qual é a diferença
- Asma: o estreitamento vai e volta. Há períodos bons e crises, muitas vezes disparadas por poeira, mofo, cheiros fortes, mudança de tempo ou infecções. Pode começar na infância ou só na vida adulta.
- DPOC: o estreitamento é persistente e tende a progredir devagar. Está muito ligada ao cigarro e à fumaça de fogão a lenha. Inclui o enfisema e a bronquite crônica.
Algumas pessoas têm características das duas. Quem define o diagnóstico é o médico, com a história clínica e exames como a espirometria.
Por que o acompanhamento regular faz diferença
Asma e DPOC não têm cura, mas têm controle. Com o tratamento certo, a maioria das pessoas consegue manter as atividades do dia a dia, dormir melhor e ter menos crises. O acompanhamento serve para:
- conferir se a medicação está funcionando ou precisa de ajuste;
- revisar a técnica de uso das bombinhas, já que erros no uso são muito comuns e reduzem o efeito do remédio;
- identificar cedo os sinais de piora;
- atualizar as vacinas que protegem os pulmões.
O pico de fluxo expiratório (peak flow)
O peak flow mede a velocidade máxima com que a pessoa consegue soprar o ar para fora. É um exame rápido, feito no consultório com um aparelho pequeno. Comparar as medidas ao longo das consultas ajuda o médico a perceber se a respiração está melhorando, estável ou piorando, principalmente na asma.
Sinais de que a doença está descontrolada
- Precisar da bombinha de alívio com mais frequência.
- Acordar à noite com tosse ou falta de ar.
- Catarro que muda de cor ou de quantidade.
- Deixar de fazer atividades por causa do fôlego.
Nesses casos, não espere a próxima consulta de rotina: procure o seu médico. Se a falta de ar for intensa, com dificuldade para falar ou lábios arroxeados, procure atendimento de urgência.
Cuidados no dia a dia
Não fumar e evitar fumaça, manter a casa arejada e com pouca poeira, fazer atividade física regular, tomar as vacinas recomendadas e nunca suspender os remédios por conta própria quando a respiração melhora.
Sou o Dr. Celso José Cardoso Dilascio, pneumologista (CRM-MG 26440), e atendo adultos e idosos em Belo Horizonte, inclusive pelo convênio Medsenior. Se você convive com asma ou DPOC, agende uma consulta para revisar o seu tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com o médico. Nunca inicie, altere ou interrompa um tratamento sem orientação profissional.