
Doenças das Válvulas do Coração: Sinais e Cuidados
O que são as válvulas do coração
O coração tem quatro válvulas. Elas funcionam como portas que abrem e fecham a cada batimento, para o sangue seguir sempre no sentido certo.
Quando uma válvula fica estreita e não abre direito, ou não fecha bem e deixa o sangue voltar, o coração precisa fazer mais força. Esses problemas se chamam valvulopatias.
Por que acontecem
Com o envelhecimento, uma válvula pode ficar mais grossa e endurecida. É o que acontece na estenose aórtica, uma das valvulopatias mais comuns em idosos.
No Brasil, a febre reumática ainda é uma causa importante de doença nas válvulas, segundo a Diretriz Brasileira de Valvopatias da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ela pode ter acontecido na infância e só dar sinais muitos anos depois.
Sinais de alerta
No começo, a valvulopatia pode não dar sintoma nenhum. Com o tempo, alguns sinais merecem atenção:
- Falta de ar ao subir escadas, caminhar ou fazer tarefas que antes eram fáceis
- Cansaço fora do comum
- Dor ou aperto no peito aos esforços
- Tontura ou desmaio, principalmente durante esforço
- Inchaço nas pernas
- Palpitações, a sensação de coração acelerado ou falhando
Muitas vezes o primeiro sinal é um sopro que o médico escuta no exame do coração, mesmo sem nenhuma queixa.
Como é feito o diagnóstico
A consulta começa pela conversa e pelo exame físico. Quando há suspeita de problema na válvula, o principal exame é o ecocardiograma, um ultrassom do coração que mostra como cada válvula está funcionando.
Acompanhamento e tratamento
Nem toda valvulopatia precisa de cirurgia. Muitas pessoas só precisam de acompanhamento regular, com consultas e exames de tempos em tempos, para perceber se a doença está avançando.
Quando a válvula fica muito comprometida, o cardiologista avalia se é o momento de um procedimento para corrigir ou trocar a válvula. Essa decisão depende dos sintomas, dos exames e da saúde geral de cada pessoa.
Se você tem algum desses sinais, ou já ouviu de um médico que tem sopro no coração, procure um cardiologista para avaliar.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.