
Ansiedade e Insônia na Terceira Idade: Quando Ver o Psiquiatra
É comum ouvir de pessoas mais velhas que "durmo mal desde que envelheci" ou "vivo preocupado, mas isso é da minha idade". Só que ansiedade e insônia não são um destino inevitável da terceira idade — são sintomas que têm causa e, na maioria das vezes, têm tratamento.
Insônia é mais comum entre os idosos
Estudos apontam que cerca de 45% dos idosos brasileiros enfrentam algum distúrbio do sono, sendo ainda mais frequente entre 75 e 79 anos. Existem razões biológicas reais para isso: a produção de melatonina, hormônio que regula o sono, diminui com a idade. Some-se a isso fatores como dores crônicas, necessidade de urinar à noite, uso de certos medicamentos e mudanças na rotina, como aposentadoria e perda de convívio social.
Mas quando a insônia é frequente — três ou mais noites por semana, por três meses ou mais — ela deixa de ser só uma questão de "sono mais leve" e passa a ser um sinal de alerta que merece avaliação médica.
Ansiedade na terceira idade
A ansiedade também é uma das condições psiquiátricas mais frequentes entre os idosos. Pesquisas brasileiras mostram que o Transtorno de Ansiedade Generalizada está entre os quadros ansiosos mais prevalentes nessa faixa etária, sendo mais comum em mulheres e em pessoas que enfrentam outras doenças físicas ao mesmo tempo. Preocupação excessiva com saúde, dinheiro, segurança e o futuro da família são temas frequentes.
A ansiedade no idoso pode aparecer como: preocupação constante e difícil de controlar; tensão muscular, aperto no peito ou no estômago; irritabilidade ou inquietação; dificuldade de concentração; e insônia — muitas vezes, ansiedade e insônia caminham juntas, uma alimentando a outra.
Por que não deixar para depois
Ansiedade e insônia não tratadas, com o tempo, afetam a memória, o humor, a disposição para atividades do dia a dia e até a convivência familiar. Elas também podem mascarar ou se misturar a outros quadros, como depressão ou início de alterações cognitivas — por isso a avaliação de um psiquiatra é importante para diferenciar o que está acontecendo e indicar o tratamento certo, que pode incluir mudanças de hábito, terapia e, quando necessário, medicação adequada para a idade e para outros remédios que a pessoa já usa.
Quando procurar o psiquiatra
Se a preocupação excessiva ou a dificuldade para dormir já duram semanas, atrapalham o dia a dia ou vêm acompanhadas de desânimo, é hora de buscar avaliação especializada. Cuidar da mente na terceira idade é parte do cuidado geral de saúde — assim como se cuida do coração ou dos ossos. Em Belo Horizonte, contar com um psiquiatra que entende as particularidades do paciente idoso, incluindo os remédios que ele já toma para outras condições, faz diferença no conforto e na segurança do tratamento.